O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso mantém cinco incêndios florestais sob controle e segue, nesta quarta-feira (19.8), no combate a 26 incêndios em 19 municípios, sendo: Confresa, Novo Santo Antônio, União do Sul, Alto Paraguai, Pontes e Lacerda, Cláudia, Itanhangá, Vera, Peixoto de Azevedo, Feliz Natal, Canarana, Matupá, São José do Rio Claro, Nova Ubiratã, Jangada, Nova Mutum, Aripuanã, Água Boa e Santo Antônio de Leverger.
Os incêndios classificados como controlados não apresentam risco imediato de propagação, por estarem restritos a áreas consideradas seguras e estão localizados em Paranatinga, em que há ocorrências às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana; outra ocorrência próxima à Terra Indígena Marechal Rondon e uma terceira próximo da MT-020. Há ainda um incêndio controlado em Nova Santa Helena.
Nessas localidades, ainda há focos isolados e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes. Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.
As equipes seguem mobilizadas no combate ao incêndio em Jangada, com os principais focos atualmente sob controle. As ações têm como prioridade a contenção das frentes ativas, a proteção das propriedades rurais, a redução da intensidade do fogo e a eliminação de possíveis pontos de reignição.
A operação conta com o empenho de 19 militares, sete viaturas, duas máquinas e duas aeronaves, que atuam no combate direto às chamas, no monitoramento da área, na contenção e na prevenção da propagação do incêndio. A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com apoio às margens da BR-364. Até o momento, as aeronaves já lançaram 54 mil litros de água sobre as áreas atingidas, contribuindo para a redução da intensidade do incêndio e o controle dos focos ativos.
Além disso, as equipes também seguem mobilizadas em Santo Antônio de Leverger, onde os bombeiros combatem três frentes de incêndio. Os militares permanecem empenhados ainda no combate a incêndios nos municípios de União do Sul, Cláudia, Nova Mutum, Confresa e Nova Ubiratã, onde as equipes atuam em duas ocorrências em cada cidade, além dos municípios de Novo Santo Antônio, Alto Paraguai, Pontes e Lacerda, Itanhangá, Vera, Peixoto de Azevedo, Feliz Natal, Canarana, Matupá, São José do Rio Claro, Aripuanã e Água Boa.
Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 184 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 99 focos de calor foram registrados na Amazônia, 83 no Cerrado e dois no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 44 focos de calor, sendo 18 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; nove na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; cinco na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; quatro na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; dois na Terra Indígena Merure, em General Carneiro; dois na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; dois na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em General Carneiro; um na Terra Indígena Parque Indígena do Xingu, em Gaúcha do Norte; e um na Terra Indígena Ubawawe, em Primavera do Leste.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.

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